Menor da história: desemprego cai para 5,8% no Brasil, aponta IBGE
O Brasil voltou a registrar queda na taxa de desemprego e alcançou o menor índice da série histórica para o trimestre encerrado em abril. Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desocupação ficou em 5,8%, abaixo dos 6,1% registrados no trimestre encerrado em março.
O percentual é o menor já registrado para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012. Apesar da melhora, o índice ainda está acima do menor patamar geral já alcançado pelo país, de 5,1%, registrado no final de 2025.
Atualmente, cerca de 6,32 milhões de brasileiros seguem em busca de emprego. O número representa queda em comparação ao mesmo período do ano passado, quando 7,13 milhões procuravam uma colocação profissional. Ainda assim, houve aumento em relação ao trimestre encerrado em janeiro, quando o contingente de desocupados era de aproximadamente 5,5 milhões de pessoas.
De acordo com o IBGE, o aumento registrado no início do ano é considerado sazonal. A coordenadora da Pnad, Adriana Beringuy, explicou que setores como comércio e serviços pessoais costumam reduzir contratações após o período de aquecimento no fim do ano.
“O aumento da desocupação nesse trimestre móvel decorre essencialmente do comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retêm parcela de seus trabalhadores”, afirmou.
Entenda a Pnad Contínua
Divulgada desde 2012, a Pnad Contínua é a principal pesquisa do IBGE sobre mercado de trabalho no país. O levantamento abrange todo o território nacional e considera pessoas com 14 anos ou mais que fazem parte da força de trabalho brasileira.
Os dados são calculados com base nos últimos três meses anteriores à divulgação. Por isso, os números atuais refletem o comportamento do mercado de trabalho entre fevereiro e abril de 2026.
A taxa de desemprego considera apenas pessoas que estão sem trabalho, mas disponíveis e procurando uma vaga. Pessoas fora da força de trabalho, como estudantes dedicados exclusivamente aos estudos ou donas de casa que não buscam emprego, não entram no cálculo do IBGE.
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