Professores ficam sem contrato após decreto e geram indignação em Ourinhos
Professores adjuntos da rede municipal de ensino de Ourinhos foram surpreendidos por uma decisão que suspende novas contratações, mesmo após já terem participado do processo de atribuição de aulas. A medida ocorre em razão do contingenciamento de despesas determinado pelo Decreto nº 8.161, publicado em 15 de abril de 2026.
De acordo com comunicado enviado aos docentes, não será possível efetivar a contratação daqueles que já haviam assumido aulas antes mesmo da publicação do decreto. A justificativa apresentada é a necessidade de autorização da Secretaria de Finanças e do Poder Executivo, que, até o momento, não foi concedida para todos os casos.
A situação tem gerado revolta entre os profissionais da educação, que se sentem prejudicados pela mudança repentina. Muitos professores organizaram suas rotinas, recusaram outras oportunidades e contavam com o início das atividades, agora interrompidas por uma decisão administrativa posterior.
Além do impacto direto na vida dos docentes, o episódio também levanta críticas à gestão do prefeito Guilherme Gonçalves, especialmente no que diz respeito ao planejamento e à condução da política educacional do município. Nos últimos anos, a Secretaria Municipal de Educação passou por sucessivas trocas de comando, o que, segundo educadores e especialistas, contribui para a falta de continuidade administrativa e decisões inconsistentes.
Para analistas, a combinação entre mudanças frequentes na liderança da pasta e medidas como o contingenciamento reforça um cenário de instabilidade. Ao atribuir aulas e, posteriormente, impedir a contratação dos professores, a gestão municipal expõe fragilidades que afetam não apenas os profissionais, mas também a qualidade do ensino oferecido aos alunos da rede pública.
Até o momento, apenas os professores que tiveram autorização específica para contratação foram encaminhados. Os demais seguem sem previsão, vivendo a incerteza em meio ao início do calendário escolar.
A Secretaria Municipal de Educação orienta que dúvidas sejam esclarecidas pelos telefones disponibilizados, mas não apresentou solução concreta para os docentes afetados.
Enquanto isso, cresce a cobrança por transparência, planejamento e responsabilidade na condução das políticas públicas educacionais em Ourinhos.
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