Professora é agredida por avó de aluno dentro de creche municipal em Ourinhos
Uma professora de 33 anos denunciou ter sido agredida pela avó de um aluno, uma mulher de 52 anos, na tarde desta quarta-feira (14), dentro do Núcleo de Educação Infantil Curupira, localizado no Jardim Itamaraty, em Ourinhos (SP). O caso foi atendido pela Guarda Civil Municipal (GCM) e registrado no Plantão Policial.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe da GCM foi acionada via sistema CAD para atender uma ocorrência de desentendimento na unidade escolar. Ao chegarem ao local, os agentes fizeram contato com a direção da creche, que informou que a autora, identificada pelas iniciais M. A. dos S., avó de um aluno, teria agredido a professora F. C. F. após desavenças anteriores relacionadas ao acompanhamento escolar da criança.
A vítima confirmou a agressão e apresentava lesões aparentes, como arranhões nas costas e no couro cabeludo, além de relatar dores na cabeça. A ação foi registrada em vídeo por funcionários e pais que estavam na unidade no momento. A professora recusou atendimento do SAMU e optou por ir por meios próprios até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu cuidados médicos antes de comparecer à delegacia.
Segundo a direção da unidade, o aluno, de quatro anos, apresenta histórico de comportamento agressivo desde o início do ano letivo, com episódios de mordidas em colegas e professores. A escola vinha tentando dialogar com a família e havia estabelecido um acordo para que a criança fosse retirada mais cedo, às 15h30, devido à dificuldade de adaptação — medida que, conforme relatado, não vinha sendo cumprida.
No dia da ocorrência, a avó teria chegado ao local exaltada, dificultando qualquer tentativa de diálogo. Durante a entrega da agenda do aluno, iniciou-se uma discussão entre ela e a professora. Conforme o relato da vítima, a mulher passou a fazer acusações de exclusão e preconceito, negadas pela docente, e, em seguida, partiu para agressão física, segurando seus braços, apertando seu rosto, puxando seus cabelos e a derrubando no chão.
Após o episódio, a agressora deixou o local, retornando posteriormente acompanhada da filha. Ambas foram orientadas a comparecer ao Plantão Policial. A mulher acompanhou a equipe da GCM até a delegacia, onde admitiu ter empurrado a professora durante a discussão, alegando ter perdido o controle emocional.
A autoridade policial entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade, com base nos depoimentos, nas imagens da agressão e no laudo médico da vítima. O caso foi enquadrado, inicialmente, como vias de fato, conforme o artigo 21 da Lei de Contravenções Penais, por se tratar de lesões leves.
Diante disso, foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e não houve prisão em flagrante. A autora foi liberada após assumir o compromisso de comparecer em juízo quando convocada. O caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal para análise.
Em nota, a Prefeitura de Ourinhos afirmou que repudia qualquer tipo de violência, reforçou a importância do diálogo e declarou prestar apoio e solidariedade à professora envolvida.
Fonte: Passando a Régua
Apoie o Ourinhos.Online⬇️
https://apoia.se/ourinhosonline
