Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles trocam acusações e ampliam crise na direita paulista

Uma disputa interna entre nomes da direita em São Paulo ganhou força após Ricardo Salles (Novo) acusar Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de ter recebido entre R$ 20 milhões e R$ 60 milhões para desistir da candidatura ao Senado em 2026 e apoiar André do Prado, presidente da Alesp. Até o momento, nenhuma prova pública foi apresentada.

A declaração de Salles foi feita durante entrevista ao podcast IronTalks e rapidamente repercutiu nas redes sociais e entre aliados do bolsonarismo.

Eduardo Bolsonaro respondeu nas redes sociais, prometendo divulgar um vídeo com resposta às acusações. O deputado afirmou que Salles ultrapassou os limites e criticou atitudes recentes do ex-ministro.

A troca de ataques expôs uma divisão dentro da direita paulista envolvendo nomes como Tarcísio de Freitas, André do Prado, Mário Frias, Carlos Bolsonaro e Mello Araújo, todos ligados à disputa pelas vagas ao Senado em 2026.

Carlos Bolsonaro saiu em defesa do irmão e afirmou que há uma tentativa de desgaste político contra a família Bolsonaro. Já Mário Frias classificou as acusações feitas por Salles como “abjetas” e sem sentido.

Ricardo Salles também afirmou que pretende disputar o Senado e criticou lideranças que, segundo ele, tentam controlar os rumos da direita sem histórico eleitoral relevante.

Outro ponto destacado foi a situação de Eduardo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Segundo o portal oficial da Câmara, ele não está em exercício parlamentar em 2026 após perda de mandato registrada pela Mesa Diretora em dezembro de 2025.

A acusação envolvendo os supostos R$ 60 milhões segue sem comprovação pública, e até agora não houve manifestação oficial do PL, de André do Prado ou de outras lideranças citadas no caso.

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Editor Ourinhos Online