Idoso de 69 anos diz ter sofrido tentativa de homicídio por motivação política em Copacabana

 

Um homem de 69 anos afirma ter sido vítima de uma tentativa de homicídio motivada por questões políticas na noite da última quinta-feira (11), em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa relatou ter sido espancado por três pessoas na porta do prédio onde mora e disse acreditar que o ataque foi premeditado.

Em depoimento divulgado neste sábado (13), Mauro descreveu a agressão como extremamente violenta e afirmou que os agressores só interromperam o ataque após a intervenção de um pedestre.

“Foi uma agressão cruel, de uma brutalidade sem tamanho. Foi uma tentativa de homicídio. Eles iam me matar. Só pararam porque chegou um homem forte e falou: ‘para, vocês vão matar o velho’. E depois saíram rindo”, relatou.

Segundo a vítima, ao chegar em casa foi cercado por um homem e duas mulheres, todos aparentando cerca de 30 anos de idade. Mauro afirma que uma das mulheres o imobilizou pelo pescoço enquanto o homem desferia socos. As agressões teriam durado aproximadamente cinco minutos.

Durante o ataque, os suspeitos teriam feito ofensas e ameaças relacionadas a posicionamentos políticos. De acordo com o relato, frases como “vai morrer, seu petista safado” e “a gente vai te matar agora” foram pronunciadas pelos agressores. Mauro acredita que foi identificado por carregar uma mochila com um adesivo da deputada federal Benedita da Silva (PT).

“Premeditaram tudo isso. Sofri uma emboscada. Eles estavam esperando eu chegar em casa. Sabiam onde eu morava”, afirmou.

Ferimentos e investigação

A vítima relatou ter sofrido lesões no rosto, na boca e nas costas após ser jogada contra o portão do edifício.

“Estou com muita dor nas costas. As marcas estão no meu rosto. Minha boca está toda machucada”, disse.

O caso foi registrado inicialmente na 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, e posteriormente encaminhado para a 12ª DP, em Copacabana, responsável pela investigação.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o caso está sendo investigado como lesão corporal. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso.

Vítima relata dificuldades para realizar exame no IML

Após registrar a ocorrência, Mauro afirma ter enfrentado dificuldades para realizar o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

Segundo ele, o atendimento foi negado na primeira tentativa. Na segunda, teria sido informado de que uma cópia autenticada do documento de identidade não seria aceita. O exame só foi realizado na terceira visita, após intervenção da Corregedoria da Polícia Civil.

“Na Corregedoria, o policial ficou horrorizado. Falou que eu poderia ter perdido a identidade durante a agressão. Depois disso, fez o encaminhamento e finalmente consegui ser atendido”, contou.

Imagens de câmeras podem ajudar na apuração

Mauro também afirmou que o porteiro do prédio teria presenciado a agressão sem intervir. O edifício possui câmeras de monitoramento e as imagens já foram solicitadas pelos investigadores.

A Polícia Militar informou que não foi acionada para a ocorrência no momento do ataque.

As investigações continuam e a Polícia Civil busca identificar os responsáveis pela agressão.

Com informações do UOL.

Apoie o Ourinhos.Online⬇️
https://apoia.se/ourinhosonline

Editor Ourinhos Online