Salvem as FATECs do desmonte: professores denunciam cortes e mudanças que ameaçam a qualidade do ensino
Docentes pedem estabilidade, valorização e diálogo diante de mudanças curriculares impostas pelo Governo de São Paulo
O Centro Paula Souza (CPS), responsável pelas ETECs e FATECs do Estado de São Paulo, vive um momento de tensão. Professores denunciam que a atual gestão do governo Tarcísio de Freitas está promovendo um desmonte silencioso na rede, com redução de aulas, falta de concursos públicos, precarização das condições de trabalho e mudanças curriculares feitas sem diálogo com a comunidade acadêmica.
Nas FATECs, a situação é ainda mais preocupante. Segundo docentes, o governo propõe transferir as aulas de matemática para professores da área de tecnologia, retirando a função dos professores de matemática formados especificamente nessa área. A mudança, caso seja efetivada, ameaça a qualidade do ensino e a formação integral dos estudantes.
“Não se trata de desqualificar os professores da área de tecnologia”, explicam docentes ligados à rede. “Mas o ensino de matemática deve ser ministrado por quem tem formação e especialização na disciplina. Isso é essencial para garantir a qualidade e a profundidade dos conteúdos.”
Além disso, os professores relatam que a cada novo semestre há insegurança sobre a carga horária e o salário, já que a rede não possui jornada docente estável — uma realidade única entre os educadores da rede pública paulista.
“Somos profissionais da educação e temos o direito à estabilidade. Não podemos aceitar que nossa carga horária dependa da abertura ou fechamento de turmas e cursos. Isso é precarização do trabalho docente”, afirmam.
As mudanças curriculares — como as que estão sendo feitas no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS), presente em cerca de 40 FATECs — estão sendo aplicadas sem a participação de professores, coordenadores ou diretores. Disciplinas fundamentais como Matemática, Administração, Contabilidade, Ética e Metodologia da Pesquisa Científica estão sendo reduzidas ou extintas, o que, segundo os educadores, compromete a formação crítica e analítica dos alunos.
Diante desse cenário, os professores exigem do CPS e do Governo do Estado:
• Nenhuma aula a menos;
• Estabilidade no emprego e garantia da carga horária docente;
• Jornada docente já;
• Debate com a comunidade acadêmica sobre as alterações nos cursos;
• Nenhum curso a menos.
Para fortalecer o movimento e pressionar as autoridades, foi criada uma petição online em defesa das FATECs e da valorização docente. A comunidade acadêmica e a população podem colaborar assinando o documento.
📢 Clique aqui para assinar e apoiar a causa:
https://secure.avaaz.org/community_petitions/po/gds_cps_sp_gov_br_salvem_as_fatecs_do_desmonte_nenhuma_aula_a_menos_qualidade_de_ensino_ja/?__HASH__=&utm_source=whatsapp&utm_medium=social_share&utm_campaign=175
Os professores das FATECs e ETECs reforçam que a defesa da educação pública de qualidade é uma luta que deve envolver toda a sociedade. “Não se trata apenas dos nossos salários, mas do futuro dos nossos estudantes e do desenvolvimento tecnológico e econômico do estado”, concluem.
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