Trump reage com xingamentos e gesto obsceno após ser chamado de “protetor de pedófilo” em visita oficial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, xingou e mostrou o dedo do meio após ser provocado por um funcionário durante uma visita a uma fábrica da Ford, em Detroit, nesta terça-feira (13). Segundo a imprensa americana, o trabalhador gritou “protetor de pedófilo” enquanto o presidente percorria as instalações da montadora.

Imagens registradas no local mostram Trump interrompendo a caminhada, apontando o dedo em direção a alguém fora do enquadramento e aparentando dizer “f* you**”. Em seguida, ele dá alguns passos e faz um gesto obsceno antes de retomar a agenda oficial.

O episódio ocorre em meio ao aumento das críticas ao governo Trump relacionadas à condução do caso Jeffrey Epstein, bilionário acusado de liderar uma rede de exploração sexual e pedofilia envolvendo menores de idade. Epstein foi encontrado morto em uma prisão de Nova York em 2019, em circunstâncias que seguem cercadas de controvérsias.

O tema voltou ao centro do debate público após a divulgação de documentos que estavam sob sigilo. Por determinação do Congresso norte-americano, o governo iniciou em dezembro a liberação integral dos arquivos ligados à investigação. O Departamento de Justiça informou que parte do material ainda passa por revisão, com o objetivo de ocultar dados sensíveis, incluindo informações que possam identificar vítimas — muitas delas menores de idade à época dos crimes.

Vítimas de Epstein e seus representantes legais acusam o governo de divulgar os documentos de forma seletiva, com supressão de trechos que poderiam envolver Trump e aliados políticos. O presidente e Epstein mantiveram relações sociais nos anos 1990 e 2000, fato já reconhecido publicamente. Trump afirma que rompeu qualquer vínculo com o empresário antes de sua prisão e nega envolvimento em atividades ilegais.

Em novembro, o Congresso divulgou mais de 20 mil páginas relacionadas à investigação. Entre os documentos, há e-mails nos quais Epstein menciona Trump, incluindo uma mensagem de janeiro de 2019 em que o bilionário afirma que o então presidente “sabia sobre as garotas”. Trump classificou a divulgação dos arquivos como uma “armadilha da oposição”, enquanto a Casa Branca declarou que os documentos não apontam irregularidades cometidas pelo presidente.

O gesto de Trump em Detroit repercutiu nas redes sociais e na imprensa internacional, reacendendo o debate sobre a postura do presidente diante das acusações, da transparência dos documentos e da condução política do caso Epstein.

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Editor Ourinhos Online