PL suspende salário de R$ 42 mil e atividades partidárias de Jair Bolsonaro após condenação
O Partido Liberal (PL) anunciou nesta quinta-feira (2&) a suspensão do salário e das atividades partidárias do ex-presidente Jair Bolsonaro, após sua condenação a 27 anos e três meses de prisão por participação em uma trama golpista que visava promover um golpe de Estado.
Bolsonaro ocupava, desde 2023, o cargo de presidente de honra da sigla, função pela qual recebia R$ 42 mil mensais. Porém, de acordo com a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95), condenados que perdem os direitos políticos também devem ter suas atividades partidárias suspensas.
Em nota oficial, o PL afirmou que está apenas cumprindo a legislação vigente:
“Infelizmente, por decorrência da lei (Lei 9096/95 – REspEl n° 060026764; AGR-RO 060023248) e em razão da suspensão dos direitos políticos do nosso Presidente de Honra, Jair Bolsonaro, as respectivas atividades partidárias de nosso líder estarão igualmente suspensas, inclusive a sua remuneração, enquanto perdurarem os efeitos do acórdão condenatório na AP 2668”, declarou o partido.
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), líder da legenda na Câmara, informou que o departamento jurídico já foi acionado para evitar possíveis sanções ao partido. Ele também afirmou que o cargo de presidente de honra permanecerá vago até que Bolsonaro deixe a prisão.
Apesar da suspensão, Cavalcante reforçou que a sigla continua alinhada ao ex-presidente:
“Ele continua sendo nosso líder. Nós só estamos cumprindo a legislação, ainda que de forma injusta, para não sofrer ainda mais perseguição”, disse ao UOL.
A decisão marca um novo capítulo na relação do PL com Bolsonaro, que permanece como principal figura política do partido, mas agora afastado formalmente de suas funções enquanto durar a condenação.
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