Morre Manoel Carlos, autor de clássicos da teledramaturgia brasileira, aos 92 anos

Autor de algumas das novelas mais emblemáticas da televisão brasileira, Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares. A causa da morte não foi divulgada.

Conhecido como Maneco, o escritor construiu uma trajetória decisiva para a história da teledramaturgia nacional. Ao longo de décadas, consolidou um estilo próprio, marcado por narrativas realistas, diálogos intimistas e personagens profundamente humanos, que dialogavam diretamente com o cotidiano do público brasileiro.

Um dos principais marcos de sua obra foi a criação da personagem Helena, protagonista recorrente em suas novelas. Ao longo dos anos, a figura tornou-se um arquétipo da mulher brasileira na televisão, reunindo dilemas afetivos, éticos e familiares em diferentes contextos sociais e fases da vida. Embora cada Helena fosse uma personagem distinta, todas preservavam traços centrais do universo autoral de Manoel Carlos.

Em Viver a Vida (2009), o autor rompeu um padrão histórico da televisão brasileira ao escalar Taís Araújo como Helena, tornando-a a primeira protagonista negra de uma novela exibida no horário nobre das nove da TV Globo. À época, a escolha foi reconhecida como um marco importante de representatividade na teledramaturgia nacional.

As obras de Manoel Carlos também se destacaram pela abordagem direta de temas sociais relevantes, como o estatuto do idoso, violência doméstica, feminicídio, doação de medula óssea, preconceito contra pessoas com síndrome de Down, além de conflitos afetivos, envelhecimento, amor e desigualdades sociais. Esses assuntos atravessaram suas tramas e contribuíram para ampliar o debate público no país.

Produções como Laços de Família, Por Amor, Mulheres Apaixonadas e Viver a Vida tornaram-se referências da televisão brasileira, impactando gerações de telespectadores e consolidando o autor como um dos grandes nomes da dramaturgia nacional.

Manoel Carlos deixa um legado fundamental para a história da televisão brasileira, sendo reconhecido como um autor que soube retratar, com sensibilidade e profundidade, o cotidiano, as emoções e os dilemas da sociedade brasileira.

Com informações do G1.

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Editor Ourinhos Online