Maioria dos estados adere a plano do governo Lula para conter alta do diesel
Ao menos 24 estados brasileiros já sinalizaram adesão à proposta do governo federal para conter a alta do diesel, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e à elevação do preço internacional do petróleo. A medida prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividida igualmente entre União e estados: R$ 0,60 seriam pagos pelo governo federal e os outros R$ 0,60 pelos governos estaduais. 
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo está “muito próximo” de conseguir adesão unânime. Segundo ele, a proposta deverá valer até o fim de maio e terá custo estimado de R$ 3 bilhões, sendo metade bancada pela União. 
Durante a primeira reunião ministerial de 2026, realizada na terça-feira (31), Durigan destacou que os governadores compreenderam a necessidade de atuar em conjunto para garantir o abastecimento e evitar impactos sobre o transporte público e o escoamento da safra.
“Os estados todos entendendo que é uma demanda deles cuidar do abastecimento, no momento que tem que escoar safra, no momento que tem que manter o transporte público funcionando”, declarou o ministro. 
A medida foi apresentada pelo governo após a disparada no preço do petróleo provocada pelo agravamento da guerra entre os Estados Unidos e o Irã. O conflito, que já ultrapassa um mês, aumentou a pressão sobre os combustíveis em diversos países. 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o impacto da guerra sobre o preço do diesel e disse que o governo trabalha para impedir que o aumento chegue ao consumidor.
“Nós tomamos todas as medidas possíveis para não aumentar o óleo diesel”, afirmou Lula durante evento em São Paulo. O presidente também criticou a venda da BR Distribuidora no governo anterior e afirmou que a redução do preço praticado pela Petrobras nem sempre chega ao consumidor final. 
Apesar das divergências políticas, governadores aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro também aceitaram a proposta.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou a proposta como “razoável” e afirmou que o estado deve aderir ao plano.
Já o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, disse apoiar a divisão da subvenção, desde que a medida seja temporária e que o desconto chegue ao consumidor.
Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema também confirmou adesão. Em nota, o governo mineiro informou que irá zerar temporariamente o ICMS sobre o diesel importado para preservar a atividade econômica e os serviços essenciais. 
Entre os aliados de Lula, um dos primeiros a aderir foi o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Ele afirmou que determinou a participação do estado no esforço fiscal em alinhamento com o governo federal.
No Piauí, o governador Rafael Fonteles também confirmou adesão e informou que o estado irá reforçar a fiscalização nos postos de combustíveis para evitar abusos nos preços.
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