Lula indica Jorge Messias para o STF e abre novo capítulo na Suprema Corte
Advogado-geral da União, procurador de carreira, doutor em Direito e evangélico, Messias assume protagonismo na vaga deixada por Luís Roberto Barroso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quarta-feira (20) a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação será oficializada em edição extra do Diário Oficial da União e representa uma das decisões mais estratégicas do atual governo.
Com trajetória sólida no serviço público, Messias está à frente da Advocacia-Geral da União desde 1º de janeiro de 2023. É graduado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB) — onde também atuou como professor visitante. Ingressou na carreira de procurador da Fazenda Nacional em 2007.
Ao longo de sua carreira, ocupou postos chave na administração pública federal. Foi subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, Secretário de Regulação e Supervisão no Ministério da Saúde, além de consultor jurídico no Ministério da Educação e no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também exerceu funções na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e na Procuradoria do Banco Central.
Um episódio marcante em sua vida pública ocorreu em março de 2016, quando veio a público uma interceptação telefônica ilegal envolvendo a então presidenta Dilma Rousseff. Na gravação, Dilma mencionava que enviaria a Lula o termo de posse “pelo Bessias” — apelido pelo qual se referia a Messias. O episódio o colocou no centro de um dos momentos mais tensos da política recente.
Analistas próximos ao governo afirmam que Messias era considerado o nome “natural” para a vaga no Supremo, principalmente pela relação de confiança construída ao longo de anos com Lula e pela reputação como técnico habilidoso. Um aspecto frequentemente mencionado em sua biografia é o fato de ser evangélico, característica que desperta interesse em setores da sociedade e pode influenciar percepções sobre seu perfil jurídico e social.
A partir de agora, o indicado deverá passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, em seguida, pelo crivo do Plenário, onde será votado para assumir sua cadeira na Suprema Corte.
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