Em artigo, Celso Amorim defende taxa de 2% do PIB para defesa
O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, defendeu o aumento dos gastos do Brasil com defesa para cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). A posição foi apresentada em artigo publicado na revista Carta Capital.
No texto, Amorim retoma a decisão histórica do Brasil de não desenvolver armas nucleares, incorporada à Constituição de 1988, e argumenta que o cenário internacional atual é muito diferente daquele período. Segundo ele, as transformações geopolíticas e os conflitos recentes na região exigem uma reavaliação da estratégia de defesa nacional.
O assessor menciona que, diante de ataques e tensões envolvendo potências estrangeiras em solo sul-americano, o país precisa fortalecer sua capacidade de proteção. Para Amorim, entretanto, o caminho não é a busca por armamento nuclear. Ele avalia que essa alternativa tornaria o Brasil mais vulnerável a pressões e a possíveis “agressões preventivas”.
Como alternativa, o diplomata defende investimentos em tecnologias modernas de defesa, como sistemas antiaéreos, proteção cibernética, uso de drones e a continuidade de projetos estratégicos já em andamento, a exemplo do submarino nuclear brasileiro.
Amorim sustenta que, para viabilizar esses avanços, será necessário ampliar o orçamento destinado à área militar. “Para isso, será necessário aumentar a participação da Defesa no orçamento do país, chegando talvez a 2% do PIB, com a garantia de que os recursos adicionais seriam utilizados apenas para investimentos e manutenção e manejo dos sistemas”, afirmou no artigo.
A proposta reacende o debate sobre o papel das Forças Armadas e o nível de investimentos em defesa no Brasil, em um contexto internacional marcado por instabilidade e disputas estratégicas.
Apoie o Ourinhos.Online⬇️
https://apoia.se/ourinhosonline
