Educação municipal em Ourinhos começa com atrasos e falhas de gestão.

O ano de 2025 foi um ano de trocas e mais trocas do alto escalão em Ourinhos. Um dos setores mais afetados foi a Secretaria Municipal da Educação, resultando num planejamento deficiente e medidas desconectadas da realidade das famílias, refletindo a crise geral da administração municipal.

O início do ano letivo de 2026 na rede municipal de ensino de Ourinhos está marcado por uma série de falhas administrativas, atrasos e decisões controversas, expondo problemas de gestão que, segundo críticos, permeiam a atual administração do prefeito Guilherme Gonçalves (Podemos). Ressaltamos que esses falhas são resultados de desmandos ocorridos durante o ano de 2025.

A confusão no calendário escolar é um dos primeiros sinais. Oficialmente, o retorno às aulas está marcado para 13 de fevereiro, uma sexta-feira, início do Carnaval. No entanto, a data foi designada como um dia de “acolhimento” para os pais – uma medida questionada, dado o horário comercial, onde os pais estarão trabalhando. O início efetivo das atividades pedagógicas para os alunos só ocorrerá em 23 de fevereiro, configurando um atraso significativo.

Instabilidade na Gestão e Consequências Práticas

A raiz do problema, apontam analistas, está na instabilidade gerencial. A pasta da Educação teve três secretários diferentes e, durante 2025, ficou por mais de um mês sem um titular nomeado, em um cenário de rotatividade que se repete em outras secretarias. “Não existe planejamento estratégico e muito menos acompanhamento”, avalia um observador da área.

O abandono vivido pela educação no ano passado tem reflexos diretos. Na Educação Especial, a situação é ainda mais delicada. A Prefeitura anunciou a contratação temporária de professores apenas para fevereiro e março, enquanto aguarda o resultado de um processo seletivo realizado em 25 de janeiro. A medida implica na ruptura de vínculos essenciais para crianças atípicas, que necessitam de estabilidade e continuidade no acompanhamento profissional.

Problemas Estruturais e Crise de Governo

As falhas não se restringem à esfera pedagógica. Uma professora adjunta, em condição de anonimato, relatou ao Ourinhos.Online que o processo seletivo para docentes, que em 2024 ocorreu em outubro para garantir a organização do ano seguinte, foi realizado apenas no último domingo, contribuindo para o atraso. Além disso, a empresa terceirizada responsável pela limpeza (IGEVE) encerrou seu contrato em dezembro de 2025, e até o momento não há uma solução definitiva para 2026, deixando creches e pré-escolas sem funcionários da área.

Para muitos, o cenário é um exemplo claro do que classificam como desgoverno. “É o exemplo clássico de um prefeito preocupado unicamente em fazer vídeos, deixando a cidade num caos”, criticou uma fonte. “A população colhe agora as consequências de eleger um desqualificado”, completou, em referência direta ao prefeito Guilherme Gonçalves.

A reportagem deixa o espaço em aberto para a Prefeitura Municipal enviar explicações oficiais para a população da cidade. O espaço está aberto para manifestação.

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Editor Ourinhos Online