Despreparo da gestão Guilherme Gonçalves em Ourinhos: exonerações em massa expõem falta de planejamento

A administração do prefeito Guilherme Gonçalves (Podemos) vem sendo marcada por decisões abruptas e pouco transparentes, evidenciando um preocupante cenário de desorganização na gestão municipal. No dia 2 de dezembro, o governo exonerou cerca de 280 servidores municipais que ocupavam Funções de Confiança (FCs) — medida que gerou forte repercussão e levantou questionamentos sobre o planejamento interno da Prefeitura.

A decisão foi oficializada por meio da Portaria nº 1352/2025, publicada no Diário Oficial do Município. Com ela, foram retiradas gratificações que variavam de R$ 700 a R$ 3 mil, valores pagos a servidores concursados que exerciam funções de chefia, direção ou assessoramento.

Além do impacto direto na vida desses profissionais, a medida reforça dúvidas sobre a coerência da gestão. Afinal, se essas gratificações eram consideradas necessárias para a condução administrativa, por que foram eliminadas de forma tão repentina? A quem serviram, em seu momento de concessão, tais benefícios?

Nas redes sociais, o prefeito afirmou ter exonerado 400 servidores, dado que não corresponde à realidade. As exonerações atingiram exclusivamente servidores concursados em FCs; os cargos comissionados, que não possuem vínculo efetivo com a Prefeitura, permanecem intocados — e continuam recebendo salários normalmente. Servidores insatisfeitos afirmam que a maior parte desses comissionados seriam aliados políticos, amigos do prefeito e de vereadores.

Enquanto isso, as empresas terceirizadas contratadas pela Prefeitura seguem atuando sem cortes, o que contraria o discurso de redução de despesas. Especialistas apontam que a economia gerada com o corte das FCs não passaria de R$ 500 mil mensais, valor considerado pequeno diante do impacto administrativo causado pela exoneração em massa. Caso houvesse real intenção de enxugar gastos, os contratos terceirizados também deveriam ser reavaliados.

A gestão de Guilherme Gonçalves, que deveria prezar pela transparência, diálogo e eficiência, segue acumulando críticas e demonstrando falta de planejamento. A ausência de critérios claros e de uma estratégia consistente para conduzir a máquina pública reforça a sensação de improviso e instabilidade dentro da Prefeitura de Ourinhos.

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Editor Ourinhos Online