BOMBA: Cresce rumores de que Guilherme Gonçalves pode renunciar
Circula nos bastidores da política ourinhense que o prefeito Guilherme Gonçalves (Podemos-SP), pode renunciar em breve.
Após a ação movida pelo Ministério Público que investiga um esquema milionário na realização da 56ª FAPI, cresceram os rumores de que o prefeito Guilherme Gonçalves poderia renunciar ao cargo.
Segundo fontes ouvidas pelo Ourinhos. Online, em condição de anonimato,
o atual prefeito deixaria seu cargo antes do agravamento do processo judicial e se candidataria a deputado federal nas próximas eleições. A motivação
seria um acordo visando ganhar tempo, assim o processo contra ele ficaria adormecido possibilitando disputar a eleição sem ter os direitos políticos suspensos.
Caso essa movimentação aconteça, quem assumiria definitivamente o comando da cidade seria o atual vice-prefeito, Alexandre Zóio, que passaria a governar Ourinhos até o final do mandato.
A informação ainda não foi confirmada oficialmente, mas o assunto já domina conversas nos corredores da política local e tem sido tratado como uma das maiores crises políticas recentes da cidade.
Relembre o caso
Ação do Ministério Público acusa esquema milionário na FAPI
O aumento da pressão política acontece depois que o Ministério Público entrou com Ação Civil Pública por improbidade administrativa relacionada à realização da 56ª FAPI, realizada em junho de 2025.
Na ação, a promotora Paula Bond Peixoto aponta a existência de um suposto esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 1,3 milhão aos cofres públicos.
Entre os investigados estão:
• o prefeito Guilherme Gonçalves
• o secretário de Cultura Jéfferson Bento
• o secretário adjunto de Obras Luiz Roberto Ferreira, conhecido como “Chileno”
• a Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos (ACE)
• as empresas NB Produções e Golden Eleven Produções de Eventos
A Promotoria pede à Justiça medidas duras, como:
• bloqueio de bens dos investigados
• quebra de sigilo bancário e fiscal
• afastamento de agentes públicos
• devolução do dinheiro aos cofres municipais
Como funcionaria o esquema
De acordo com o Ministério Público, a estrutura da FAPI teria sido utilizada para montar um modelo que beneficiaria empresas privadas ligadas a integrantes do governo municipal.
Segundo a investigação, o processo teria ocorrido da seguinte forma:
• a Prefeitura firmou parceria com a ACE Ourinhos para organizar o evento
• a ACE repassou a exploração da festa para a empresa NB Produções
• a NB subcontratou a empresa Golden Eleven, ligada ao secretário “Chileno”
Enquanto isso, a Prefeitura teria assumido praticamente todos os custos da estrutura da feira, incluindo:
• palco
• som
• iluminação
• segurança
• banheiros químicos
• cachês milionários de artistas
Só os shows pagos pelo município ultrapassaram R$ 1,5 milhão.
Lucros privados em evento pago com dinheiro público
Segundo o Ministério Público, enquanto a Prefeitura arcava com os custos da festa, as áreas mais lucrativas da FAPI teriam sido exploradas por empresas privadas.
Entre elas:
• estacionamento
• camarotes
• áreas VIP
A Promotoria afirma que o modelo teria permitido privatizar os lucros do evento enquanto o prejuízo ficava com o poder público.
Licitações “fatiadas” e documentos montados depois
Outro ponto apontado pela investigação é que diversos contratos foram divididos em pequenos processos para evitar a obrigatoriedade de licitação.
Além disso, o Ministério Público afirma que parte dos documentos administrativos teria sido montada apenas quando o evento já estava acontecendo, o que levantou suspeitas sobre a legalidade do processo.
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