Lançamento literário A poética filosófica de Silviah Araújo desnuda o universo feminino – Por João Teixeira
O livro Antes do Silêncio, o Vento é a personificação da alma, como um banho do avesso.
Como uma yoguini (feminino de yoga), a prática milenar indiana que busca o autoconhecimento e o equilíbrio interior, convertida em poética filosófica — ou seria filosofia poética? — Silviah subverte o lugar-comum.
“Minha poesia é o instante em que o invisível decide ter forma. Não para explicar o mundo, mas para senti-lo, como a respiração — ora serena, ora tempestade —, e cada verso é um gesto de reencontro com o humano e com o vento.”
Nesta alquimia, seu interior se reflete no exterior. A poetisa sente com a mente e pensa com o coração, como luz que o vento não apaga.
É o “manifesto íntimo de uma mulher que nasceu para bailar, de alma desnuda, sobre aqueles que se contentam com o lugar-comum”, como o define a escritora Cláudia Canto.
“Minha alma é tão livre, tão livre que às vezes cansa.”
Silviah escreve para si mesma e para expandir o mundo.
“Ela sabe, mais do que ninguém, que a liberdade, quando é verdadeira, exige coragem. E ela escolheu pagar o preço.”
A ioguine poética demonstra com seus versos que, além da mente e dos pensamentos, há um vasto campo desocupado.
“O meu universo é atemporal.”
A geógrafa e jornalista Iracema Trigolo confessa que tentou ler só alguns poemas, mas sentiu tamanha intensidade que seguiu lendo e a descobriu forte e suave como só pode ser o amor de uma mulher.
Dividido em quatro partes — Do corpo e do silêncio; das águas e dos ventos; da terra e do tempo; e do amor e da eternidade —, a “poetisa filha do vento” cala fundo.
“Sou fêmea, sou força, sou o que quiser ser em mim.”
“Sou água, sou a energia que se transforma, meu jardim exposto à grandeza do universo.”
Silviah Araújo, escritora, poetisa e professora, vive em Ribeirão do Sul, onde o silêncio, a paisagem e a lentidão do tempo temperam sua escrita. Autora de Silvia e o Caminho das Borboletas (poesia), O Voo da Borboleta (infantojuvenil) e Atlântica em Fúria (romance), Silviah Araújo subverte o padrão imposto à vida de tantas mulheres oprimidas.
Eleva o aprendizado da autoestima, dependente de aprovação, principalmente de parceiros afetivos.
Sua obra exalta a autonomia, o autoconhecimento, a liberdade, a saúde emocional e a emancipação feminina nesta etapa de busca, paixões e desencontros.
Apoie o Ourinhos.Online⬇️
https://apoia.se/ourinhosonline
