Argentina entra na lista dos dez piores países do mundo para trabalhadores, aponta estudo
A Argentina passou a integrar a lista dos dez piores países do mundo para os direitos dos trabalhadores, segundo um levantamento divulgado pela Confederação Sindical Internacional (CSI). O relatório aponta uma deterioração das condições trabalhistas no país e atribui o cenário a medidas adotadas pelo governo do presidente Javier Milei.
De acordo com o estudo, a Argentina caiu para a categoria 5 do Índice Global dos Direitos dos Trabalhadores, considerada a pior classificação da pesquisa. Nessa categoria estão os países onde os direitos trabalhistas são considerados não garantidos. Esta é a segunda queda consecutiva do país, que passou da categoria 3 para a 5 em apenas dois anos.
Além da Argentina, o Panamá também passou a integrar a lista dos dez países com as piores condições para trabalhadores e sindicatos.
Críticas ao governo Milei
Segundo a CSI, as condições para trabalhadores e organizações sindicais tornaram-se mais repressivas e hostis sob a atual administração argentina. O relatório cita, entre as medidas questionadas, o protocolo antibloqueio criado pelo governo para garantir a ordem pública em casos de bloqueios de rodovias.
A entidade afirma que a norma amplia o uso da força policial durante manifestações e protestos, o que, na avaliação da organização, representa uma restrição ao direito de mobilização dos trabalhadores.
Brasil aparece em categoria intermediária
O Brasil foi classificado na categoria 4 do índice, grupo que reúne países com “violações sistemáticas de direitos”. Na mesma faixa estão Costa Rica, El Salvador, Peru e Trinidad e Tobago.
Já países como Bolívia, Chile, Jamaica, México e Paraguai aparecem na categoria 3, que indica violações regulares dos direitos trabalhistas. Espanha, Portugal e República Dominicana foram classificados na categoria 2, referente a violações repetidas.
Ranking mede situação dos direitos trabalhistas
O Índice Global dos Direitos dos Trabalhadores é divulgado anualmente pela Confederação Sindical Internacional e avalia aspectos como liberdade sindical, direito à negociação coletiva, direito de greve e condições para a atuação de sindicatos.
A inclusão da Argentina entre os dez piores países do mundo para trabalhadores reforça o debate sobre os impactos das políticas econômicas e trabalhistas adotadas pelo governo de Javier Milei e amplia a discussão sobre a proteção dos direitos trabalhistas na América Latina.
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