Paralisação na Educação de Ourinhos ganha força e profissionais denunciam clima de intimidação
Professores e servidores da rede municipal de Educação de Ourinhos anunciaram uma paralisação marcada para esta segunda-feira (11), em meio a denúncias de precarização nas escolas, falta de funcionários, sobrecarga de trabalho e ausência de condições adequadas nas unidades escolares.
O movimento vem crescendo nos últimos dias e, segundo os organizadores, já conta com a adesão de professores efetivos, adjuntos e outros profissionais da Educação. Há ainda a possibilidade de participação de servidores ligados à área da Cultura.
Nas redes sociais, materiais divulgados pelo grupo afirmam que a categoria enfrenta problemas como falta de auxiliares, ausência de suporte básico, ambientes inadequados, condições insalubres e adoecimento físico e emocional dos trabalhadores.
Os servidores também criticam a postura da administração municipal diante das reivindicações. Em uma “nota de resposta” compartilhada pelos organizadores do movimento, a categoria acusa a Prefeitura de utilizar uma estratégia de comunicação para deslegitimar a paralisação e intimidar servidores.
Segundo os manifestantes, ao afirmar que não recebeu uma pauta formal de reivindicações e classificar o movimento como “suposta paralisação”, a gestão estaria tentando criar base jurídica para considerar o ato irregular.
O grupo também aponta possíveis práticas de assédio moral coletivo e abuso de autoridade, alegando que ameaças de medidas administrativas e judiciais contra os participantes geram insegurança e medo entre os profissionais.
Outro ponto citado pelos servidores é o agravamento da situação após o decreto de contingência adotado pela administração municipal. Segundo integrantes do movimento, problemas que já eram considerados graves teriam se intensificado nos últimos meses.
A paralisação ocorre em meio a questionamentos sobre a atual gestão da Educação municipal. O nome do secretário adjunto da pasta, Sandro Caprino, passou a ser citado por integrantes do movimento. Caprino foi vice-prefeito de Paulínia e integrou uma chapa cassada pela Justiça Eleitoral em 2016 por abuso de poder econômico.
Os profissionais afirmam que o objetivo da mobilização é cobrar melhores condições de trabalho, valorização da categoria e uma educação pública de qualidade.
“A educação precisa de respeito, transparência, valorização dos profissionais e compromisso verdadeiro com os alunos e com a população”, diz um dos materiais divulgados pelo movimento.
Apoie o Ourinhos.Online⬇️
https://apoia.se/ourinhosonline
