Reorganização Escolar em São Paulo: lembranças de 2015 e novas mobilizações

A história da educação no Estado de São Paulo está prestes a se repetir, com o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) planejando uma nova reorganização das escolas estaduais. O projeto, que prevê a divisão e fusão de unidades, poderá resultar no fechamento de um número indeterminado de escolas, gerando preocupações entre alunos, professores e pais.

Nesta semana, a Professora Bebel (PT), Deputada Estadual, e 2ª. Presidenta da APEOESP, Sindicato dos Professores da Rede Estadual. Bebel fez uma postagem em suas redes sociais denunciando a “pretensão nefasta”, segundo o entendimento de professores, alunos e da comunidade escolar, de Tarcísio de Freitas e do Secretário da Educação, Feder, em retomar essa ideia.

Em Ourinhos, essa medida certamente afetaria escolas como a EE Domingos C. Caló e a EE Virginia Ramalho, que estão a apenas 100 metros uma da outra. Uma delas teria que fechar. Outro exemplo são as escolas Maria do Carmo, Justina de Oliveira Gonçalves e Dalton Morato: das três, é certo que uma deixaria de existir.

Em 2015, sob a gestão do então governador Geraldo Alckmin, o Estado tentou implementar uma reorganização semelhante, visando fechar mais de uma centena de escolas. Naquela ocasião, a resistência foi intensa. Em Ourinhos, estudantes acamparam por dias na Escola Maria do Carmo, interrompendo as aulas e mostrando sua determinação em lutar contra a medida. A pressão popular e a sensibilidade do governo da época levaram à interrupção do processo de fechamento.

Agora, com o governo de Tarcísio, a proposta de reorganização ressurge, reacendendo os ânimos de um movimento que já havia se mostrado forte e coeso. Há dez anos, uma mobilização unificada de professores, estudantes e organizações sociais foi fundamental para impedir o fechamento de 92 escolas e a “reorganização” de 749 unidades. Naquele período, estudantes ocuparam mais de 200 escolas e diversas manifestações foram realizadas, desafiando a repressão policial que buscava conter a insatisfação.

A luta culminou em um desfecho favorável para os manifestantes, com o projeto sendo derrotado no final de 2015. O então secretário da Educação foi exonerado poucas semanas depois, em um claro sinal de que a pressão popular havia surtido efeito.

Diante da nova ameaça de reorganização, líderes estudantis e educacionais em Ourinhos e em todo o Estado estão se mobilizando novamente. “Vamos, todos juntos, enfrentar e derrotar essa nova ‘reorganização'”, afirmam os representantes dos movimentos. A expectativa é que a união de forças possa novamente garantir a permanência das escolas e a qualidade da educação pública em São Paulo.

A esperança: que a voz dos estudantes e educadores seja ouvida mais uma vez.

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Editor Ourinhos Online