Polícia Civil faz nova operação e cumpre mandados em endereços ligados ao vereador afastado João Gonçalves em Ourinhos
A Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (30), uma nova etapa da investigação que apura suspeitas de peculato e lavagem de dinheiro envolvendo o vereador afastado João Vitor Gonçalves da Silva (PP). A operação teve como alvo a residência do parlamentar e o imóvel da mulher apontada como sua companheira.
De acordo com nota divulgada pela Polícia Civil, os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Vara de Garantias e fazem parte das diligências conduzidas no inquérito policial. Durante a ação, os investigadores apreenderam aparelhos celulares que serão submetidos à perícia para auxiliar na coleta de provas e no esclarecimento dos fatos.
A corporação informou ainda que o procedimento segue sob segredo de Justiça, motivo pelo qual novas informações somente deverão ser divulgadas quando houver autorização ou ao término das investigações.
Vereador permanece afastado
A operação desta terça-feira representa mais um desdobramento da investigação que resultou no afastamento cautelar de João Gonçalves do cargo de vereador.
Na ocasião, a Justiça atendeu ao pedido apresentado pela autoridade policial responsável pelo inquérito, considerando a existência de indícios suficientes da prática dos crimes investigados, além da necessidade de preservar a ordem pública, a instrução criminal e o andamento das apurações.
Além de ficar afastado do mandato, o parlamentar também está impedido de ocupar cargos comissionados ou exercer funções de confiança na administração pública municipal enquanto a medida cautelar permanecer em vigor.
Investigação começou com apreensão de veículos
O caso passou a ganhar repercussão em abril deste ano, quando a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca no estacionamento da Câmara Municipal de Ourinhos. Na ocasião, foi apreendido um Toyota Corolla Altis 2.0 registrado em nome do vereador, além de R$ 5 mil em dinheiro.
Dias depois, outra diligência resultou na apreensão de uma Mercedes-Benz AMG 2020, de cor laranja, localizada em uma oficina mecânica na Vila Musa. Na época, João Gonçalves declarou que o automóvel já havia sido negociado com outra pessoa, mas permanecia registrado em seu nome porque a transferência ainda não havia sido concluída em razão de o veículo estar sem motor.
Segundo a Polícia Civil, as investigações buscam verificar uma possível incompatibilidade entre o patrimônio atribuído ao vereador e sua renda declarada, especialmente em relação à aquisição de bens de alto valor e aos recursos relacionados à 56ª edição da FAPI.
Em manifestações anteriores, João Gonçalves negou ter cometido qualquer irregularidade, afirmou que a investigação teve início após uma denúncia anônima e disse confiar que conseguirá comprovar sua inocência. Até a publicação desta reportagem, não havia novo posicionamento do vereador sobre a operação realizada nesta terça-feira.
As investigações continuam sob segredo de Justiça e seguem respeitando o devido processo legal e o princípio da presunção de inocência dos investigados.
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