Editorial: Educação Municipal de Ourinhos em Perigo!
Estamos vivendo a pior ataque à Educação Municipal de Ourinhos, e esses ataques vem da própria administração municipal, representada na figura da pessoa do prefeito Guilherme Gonçalves. Nunca na história de nossa cidade se tinha visto um descaso tão grande com as escolas públicas municipais de Ourinhos.
Poderíamos enumerar dezenas de problemas, como falta de vagas nas creches, o caos na Educação Infantil com professores e Auxiliares de Educação Infantil tendo que fazer limpeza por falta de funcionários, materiais didáticos de má qualidade, uniforme escolar e o prometido tênis que nunca chega e muitos outros problemas.
Mas existe um problema, o maior de todos, que é causado pela própria gestão do Prefeito Guilherme Gonçalves, a instabilidade política e a insegurança da Secretaria Municipal de Educação! Apenas no primeiro ano da Gestão Guilherme Gonçalves foram três secretários de Educação e agora é publicado no diário oficial a exoneração do atual secretário. Que fique registrado que a princípio o problema não são os secretários que passaram pela Secretaria de Educação, mas a forma como a gestão municipal trata a educação em Ourinhos.
Prova disso é o Decreto de contingenciamento publicado no último dia 15/04/2026, em seu artigo 6º faz um ataque feroz a Secretaria Municipal de Educação, que só podemos pensar em boicote a Educação. Com qual intenção? Aguardemos.
Antes de falar do decreto é bom esclarecer que os danos causados ao bom funcionamento das escolas municipais de Ourinhos já vêm do ano passado. Desde o início, a Gestão Guilherme Gonçalves vem dificultando a contratação de professores adjuntos (temporários), inclusive da Educação Especial. Professores com aulas devidamente atribuídas e com documentação entregue não são liberados para começar a trabalhar, deixando os alunos da Educação Especial ou salas inteiras sem professor permanente. Desta forma, os ataques da gestão à Educação vão além de um contingenciamento.
Bom vamos ao decreto.
O decreto de contingenciamento suspende a atribuição de carga (aulas) suplementar. Os alunos ficarão sem professor? Sem aula? Pois se a aula não é atribuída, logo o aluno é quem será prejudicado.
O decreto também fala em “reorganizar turmas” e “redução de turmas, classes ou aulas” que na prática significa fechar turmas e transferir os alunos para outras, superlotando estas classes. Isso desrespeita a própria legislação municipal, contraria qualquer diretriz pedagógica sobre boas práticas e qualidade na educação, mas parece que isso não é prioridade para a atual gestão.
Turmas fechadas e salas superlotadas são um desrespeito aos cidadãos que pagam em dia seus impostos e tem o direito a uma escola de qualidade, não seus filhos estudando em salas de aula amontoadas de alunos, num calor insuportável.
Também é um ataque ao magistério. O que irá acontecer com os professores das salas que forem fechadas? A Prefeitura irá rasgar o Estatuto do Magistério? As Resoluções de Atribuição de Aula? Justamente os professores, que não deixam a “peteca cair” nessa dança de cadeiras irresponsável, de trocas de Secretário de Educação?
Enfim, esse decreto de contingenciamento só pode ser visto como um verdadeiro boicote, um verdadeiro ataque à Educação Municipal de Ourinhos. A pergunta que fica é: Por quê? Quais os interesses ocultos por trás dessas ações? Quem está interessado em fazer que Rede Municipal de Educação entre em colapso? O que sabemos é, os maiores prejudicados serão nossas crianças e adolescentes, os alunos.
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