Dona da antiga BR Distribuidora lidera resistência a plano do governo para reduzir diesel

A Vibra Energia, empresa que herdou os postos da marca Petrobras e as lojas BR Mania após a privatização da BR Distribuidora, lidera ao lado da Ipiranga e da Raízen a resistência ao plano do governo federal para conter a alta do diesel.

As três distribuidoras decidiram não aderir ao programa de subvenção criado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo prazo terminou em 31 de março. A proposta previa compensações para empresas que reduzissem o preço do combustível ao consumidor.

Além disso, a Vibra foi autuada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) após aumentar em R$ 1,06 o litro do diesel, mesmo tendo registrado alta de apenas R$ 0,03 no custo de compra do produto. Segundo a fiscalização, a empresa comprava o diesel por cerca de R$ 4,81 no fim de fevereiro e passou a pagar R$ 4,84 em março, mas o valor repassado aos postos subiu de R$ 5,38 para R$ 6,45 por litro.

Em nota, a Vibra afirmou que os preços são influenciados por fatores como importações, custos logísticos, câmbio e diferenças regionais, negando irregularidades.

A atual Vibra surgiu após a privatização da antiga BR Distribuidora, iniciada no governo de Michel Temer e concluída na gestão de Jair Bolsonaro. Em 2021, a Petrobras vendeu a participação final que ainda mantinha na companhia, que passou a operar com a nova marca, embora continue utilizando os postos com bandeira Petrobras.

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Editor Ourinhos Online