Avanço da ciência: missão leva primeira mulher e primeiro negro à órbita da Lua
A humanidade voltou a mirar a Lua. A missão Artemis II, lançada pela NASA nesta semana, já está a caminho do satélite natural da Terra e marca um dos maiores avanços científicos das últimas décadas. Pela primeira vez desde 1972, astronautas deixam a órbita terrestre rumo à Lua — e, pela primeira vez na história, uma mulher e um homem negro participam dessa jornada.
A bordo da nave Orion estão quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, do Canadá. Victor Glover se tornou o primeiro homem negro a viajar em direção à órbita lunar, enquanto Christina Koch é a primeira mulher a fazer a mesma viagem.
Diferente das missões Apollo, a Artemis II não vai pousar na Lua. O objetivo é ainda mais estratégico para a ciência: testar a nave, os sistemas de comunicação, os equipamentos de sobrevivência e estudar o chamado “lado oculto” da Lua, a região que não pode ser vista da Terra. A missão servirá como preparação para futuras viagens tripuladas, inclusive uma nova tentativa de pouso lunar e, no futuro, missões para Marte.
A trajetória da missão forma uma espécie de “8” no espaço. Primeiro, a nave faz duas voltas ao redor da Terra. Depois, segue em direção à Lua, contorna o lado oculto do satélite e utiliza a própria gravidade lunar para retornar ao planeta. Todo o percurso deve durar cerca de dez dias. Ao final da missão, a cápsula Orion cairá no Oceano Pacífico, onde equipes já estarão prontas para realizar o resgate da tripulação.
Mais do que uma viagem espacial, a Artemis II representa um novo capítulo da ciência. A missão demonstra que a exploração do espaço voltou a avançar e que esse futuro pode ser mais diverso, com mulheres, negros e astronautas de diferentes países ocupando lugares que, por muito tempo, pareciam inalcançáveis.
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