Diretor de contraterrorismo dos EUA pede demissão e critica guerra no Irã
O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joe Kent, pediu demissão do cargo e aconselhou o presidente Donald Trump a “reverter o curso” da guerra contra o Irã.
Em uma carta publicada nas redes sociais, Kent afirmou que o Irã não representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos e que o conflito teria sido iniciado sob pressão de Israel e de grupos influentes dentro do próprio país. 📰
Carta gera reação imediata
A Casa Branca reagiu rapidamente às declarações. O presidente Trump disse considerar Kent “um bom rapaz”, mas afirmou que ele seria “fraco em questões de segurança”. Segundo o governo, havia “evidências convincentes” de que o Irã planejava atacar primeiro.
Com a saída, Kent se torna o funcionário de mais alto escalão a criticar publicamente a operação militar conduzida por Estados Unidos e Israel.
Trajetória militar e política
Kent, de 45 anos, é veterano das forças especiais americanas e ex-agente paramilitar da CIA. Ele participou de diversas missões no exterior, incluindo operações no Iraque.
Sua esposa, Shannon Kent, morreu em 2019 durante um atentado na Síria. Na carta de renúncia, ele citou a experiência pessoal para justificar sua oposição ao envio de jovens americanos para um novo conflito armado.
Além da carreira militar, Kent também tentou ingressar na política, concorrendo duas vezes ao Congresso americano, sem sucesso. Sua nomeação ao cargo no governo Trump foi confirmada por margem apertada, após críticas de parlamentares democratas por suas ligações com grupos radicais.
Durante a audiência de confirmação, ele se recusou a retirar declarações controversas sobre o ataque ao Capitólio em 2021, episódio conhecido como Ataque ao Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021.
Apoios e críticas
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou como “ultrajante” a sugestão de que o presidente teria tomado decisões influenciado por outros países.
Já o comentarista conservador Tucker Carlson elogiou Kent, afirmando que ele teve coragem ao deixar um cargo que lhe dava acesso a informações sigilosas de alto nível.
Contexto político
Outras autoridades também deixaram o governo recentemente, como Margaret Ryan e Ric Grenell. Ainda assim, o segundo mandato de Trump tem registrado menos trocas de equipe do que o primeiro, entre 2017 e 2021.
📊 A demissão de Kent evidencia divisões internas no governo americano sobre a estratégia militar no Oriente Médio e aumenta a pressão política sobre a condução da guerra.
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